Reuniões do Grupo de Oração Nova Jerusalém, todos os Sábados, às 19h.

30 de julho de 2011

Congresso RCC/ES – Quem somos nós?


No primeiro ensino da tarde de sexta-feira, Marcos Volcan, presidente do Conselho Nacional da RCC, vice-presidente do CONCCLAT e membro do ICCRS, inicia testemunhando que o que acontece hoje em nosso movimento é inédito, referindo-se à comissão nacional que, neste ano, visita todos os estados do nosso país, e faz analogia ao tema do nosso congresso.

Nosso presidente explica o porquê dessa moção (Jeremias 29,11 e seguintes) nos remetendo ao ENF de 2009 que aconteceu em Luziânia-GO, em que fomos desafiados a encontrar uma forma de dar uma resposta direta aos apelos deste tempo e à Igreja, e, segundo Marcos, foi um marco referencial da vida do movimento.

Deu-nos alguns números, frutos de uma recente pesquisa, para mostrar a dimensão da nossa missão. A RCC tem entre 19 e 21 mil grupos de oração espalhados pelo Brasil. Um milhão são os que participam semanalmente, e, provavelmente, 10 milhões são aqueles que de alguma forma têm ou já tiveram algum contato. Dois bilhões, em todo o mundo, nunca ouviram falar de Jesus, fora aqueles que são cristãos, porém são. indiferentes à religião, como muitos de nós um dia fomos. Diante destes números, ele nos convida à ousadia, pois ainda há muito o que ser feito. “Precisamos apresentar ao Senhor um movimento mais ousado, onde teremos lideranças mais ousadas, mais engajadas”, afirma.

Durante o ensino, Marcos Volcan constantemente nos lembra que estamos muito perto do jubileu de ouro da RCC. Enquanto muitos sociólogos, estudantes da sociologia dos movimentos carismáticos, afirmavam a efemeridade do movimento, dando vinte, trinta anos apenas, até o fim da Renovação Carismática, ela chega, hoje, perto dos seus 50 anos. Convida-nos a nos prepararmos para essa data, a nos tornarmos um movimento mais vigoroso dentro da Igreja: “A RCC tem que se apresentar como um movimento vigoroso dentro da Igreja”. Completando este convite, nos desafia a permanecermos na missão, engajados no movimento até 2017.

Ele retoma a reflexão sobre as promessas de prosperidade que o Senhor nos dá, esclarecendo que não se trata de uma prosperidade material, mas sim uma prosperidade das pessoas que honram o Senhor, de um povo que está disposto a sofrer por Deus. Ele honra esse povo. A prosperidade que o Senhor nos fala se trata das muitas almas, que saem da perdição para se colocar a caminho do Reino dos Céus. Nós estamos nos preparando para 2017, para celebrarmos o cumprimento das promessas de Deus. Convida-nos a não desistir, e, ao final do combate termos palavras de louvor, de gratidão a Deus, e não de lamúria, pois somos um povo que sabe o que significa louvar o Senhor, sabemos o valor do louvor. Temos que pedir perdão pelas vezes que tivemos em nossos lábios palavras de lamúria, e por aqueles que têm tal atitude. Temos que chegar ao final combatendo um bom combate e a última palavra tem que ser uma palavra de louvor a Deus, não julgando aqueles que ficaram para trás.

Logo após, ele nos conta de uma experiência que teve no segundo grau do ensino médio e compara essa experiência a realidade atual de sua coordenação. Os seus professores de educação física orientavam-no a, em uma corrida, guardar as suas melhores energias para a reta final. Assim como em uma corrida, nessa reta final de sua coordenação, as melhores energias serão gastas e nós, como parte integrante de sua coordenação, temos que acolher essa atitude e fazermos nós também o mesmo.

Nosso presidente aponta então as causas dos problemas que podem nos atrapalhar a alcançar nossos objetivos: divisão, disputa de poder e o fato de não assumirmos nosso chamado. Mas nos encoraja a não desanimarmos perante os problemas. Ele cita um artigo que leu há bastante tempo chamado “Insatisfação Inspiradora”, em que o autor nos diz que o problema não pode ser causa de desanimo, mas sim de motivação para seguirmos em frente. “As pessoas dão os maiores passos da sua vida na superação dos problemas”, afirma. Outro problema que ele nos expõe é a nossa cultura excessivamente passiva e afirma que essa cultura não serve para a evangelização.

Ele nos exorta para termos cuidado com o nosso movimento, a trata-lo com carinho e zelo. Afirma que estamos gastando as nossas melhores energias com coisas que nos trazem resultados efêmeros. Temos montado grandes palcos e entregado o microfone para pessoas que não conhecem a Renovação Carismática. Convoca-nos a valorizar os nossos pregadores, valorizar os nossos ministérios de música, pois neste ano estamos afirmando a nossa identidade.

Conclui, otimista, que estamos nos preparando, as lideranças estão se formando, estamos construindo a nossa casa. Mas ainda nos dá um último direcionamento. Diz-nos que temos que ter senso de urgência, não podemos deixar para amanhã o que Deus está mandando fazer hoje. O Senhor tem colocado na RCC do mundo todo uma expectativa muito grande, e Ele nos dá hoje a chuva da colheita.

Marcos Volcan – Presidente da RCC Brasil

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