Reuniões do Grupo de Oração Nova Jerusalém, todos os Sábados, às 19h.

30 de julho de 2011

Congresso RCC/ES - Pedro, Líder E Pastor

No segundo ensino da manhã de sexta-feira, Marcio Zolin, coordenador nacional do ministério jovem e diretor do escritório administrativo da RCC Brasil, refletiu sobre o pastoreio, fundamentando-se no testemunho de São Pedro e do próprio Jesus Cristo. Começou nos dando um breve testemunho de sua vida. Contou-nos sobre sua origem simples, e como Deus transformou sua vida. De um simples agricultor a um pregador engajado com várias atividades na Igreja. Isto tudo graças a uma experiência avassaladora com Nosso Senhor.

Após o seu pequeno testemunho, nos exortou a nos decidirmos pelo Senhor. “Se ainda não conseguimos nos decidir pelo Senhor é porque não tivemos uma experiência avassaladora com ele”, afirmou Márcio. “Muitas vezes, deixamos Jesus na periferia do nosso coração”.

Partindo da leitura do evangelho de Marcos 10,28, ele compara o nosso chamado ao chamado de Pedro. Diz-nos que Deus escolhe o “pacote completo”, com nossas virtudes, fraquezas e limitações. Completa dizendo que quando damos uma resposta para Jesus, as coisas do Senhor se tornam mais importantes que as nossas próprias coisas. O impacto que temos quando nos encontramos com o Senhor é tão intenso que nos tornamos capazes de deixar a nossa vida em prol da anunciação do evangelho.

Para nos exortar sobre o comodismo no discipulado, Márcio se utiliza de uma reflexão do Reinaldo Bezerra que diz que estamos cheios de discípulos do amanhã: Aqueles que deixam tudo para o dia posterior. Exorta-nos a tomar a decisão hoje, a nos despojar em Deus e na missão por Ele confiada a nós. “O Espírito nos torna, hoje, discípulos de Jesus”, afirma. Completa dizendo que não nos chama para sermos coadjuvantes, mas sim protagonistas da missão da Renovação Carismática Católica.

Para seguir esta reflexão, ele expõe uma situação muito recorrente na vida do movimento e da Igreja. Muitos tratam o chamado como um hobby, ou seja, o chamado passa a ser aquilo que fazemos nos horários vagos, se torna algo facultativo. Afirma, então, que o nosso chamado não é um hobby, pois quando Deus nos chama, assim como fez com Pedro, nos dá um mandato, uma ordem para conduzirmos o rebanho de Jesus. As ovelhas são de Jesus, não nossas, por isso não podemos exercer esta tarefa apenas nas horas que nos sobram, é necessário que renunciemos as nossas vontades para assumir nossa missão. Se tratarmos a missão como umhobby, as ovelhas podem desejar ouvir outros pastores.

Expõe-nos, então, as condições para um bom pastoreio: um amor sincero a Jesus; estar no meio das ovelhas, conhecê-las; e promover a unidade do rebanho. Quando desviamos deste caminho, as ovelhas podem se dispersar. Elas, que são sensíveis, vão perdendo a sensibilidade quando se afastam do pastor. Quando ficamos longe de Jesus, nós, também, perdemos a sensibilidade. Ficamos vulneráveis aos lobos.

Porém, o pastor tem uma estratégia de resgate. Ele encontra a ovelha, quebra a sua patinha, coloca-a sobre seus ombros e a traz de volta para o rebanho. Quebra a patinha para que sua sensibilidade volte e ela não fuja outra vez.

Márcio ensina-nos que o rebanho reflete o pastor. Se o rebanho não está sonhando os sonhos de Deus é porque o pastor não está transmitindo os sonhos de Deus. Se o rebanho está dividido é porque não estamos promovendo a unidade. Se as ovelhas estão pecando, provavelmente, a causa está na falta de santidade, falta de zelo do pastor.

Diz-nos, também, que o pastor necessita de autoridade e só podemos conseguí-la através da vivência do senhorio de Jesus e da nossa fidelidade ao chamado de Deus, da disponibilidade e obediência. Alcançamos a autoridade conhecendo as ovelhas, tratando-as com zelo e diligência, muitas vezes, indo contra a nossa própria vontade.

Márcio Zolin nos convida a ter consciência do nosso chamado e a ter metas claras, saber aonde vamos. “Quando não sabemos aonde queremos chegar, deixamos nosso povo inseguro”, diz o pregador. Encerra nos convidando a formar um povo que não esteja na passividade, que pense como povo e não como massa, vulnerável às mentiras.

Márcio Zolin - Coord. Nacional do Ministério Jovem da RCC

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