Reuniões do Grupo de Oração Nova Jerusalém, todos os Sábados, às 19h.
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2 de fevereiro de 2013

Carta aos Jovens - João Paulo II



Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.
Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, Santos do século XXI com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem discman.
Precisamos de Santos que amem a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refrigerante ou comer pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.
Precisamos de Santos que estejam no mundo e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo mas que não sejam mundanos.


"Jovens do mundo inteiro, tenham a santa ousadia, de serem os santos do novo milênio". (Papa João Paulo II).


Lendo essa carta escrita pelo nosso querido Beato João Paulo II, podemos ver que é disso que o mundo está precisando, de Jovens Santos, jovens, assim como eu e você. É esse um dos desejos de Deus para a tua vida.

Busque ser um jovem de Deus enquanto você ainda é jovem. "Deixa pra Depois", "Amanhã eu vejo" "Ah, agora não, quero curtir mais a vida", Bem, tem coisas que podemos deixar para depois. Mas, podemos deixar Deus para depois?

Andar com Deus é bom meu irmão, isso eu posso te assegurar, fiz minha escolha assim cedo, ainda jovem, escolhi servir ao meu Deus, e não há um dia sequer que eu me arrependa disso, ao contrário, me orgulho de ser Cristã e poder servir ao meu Deus. A Bíblia diz que nossa vida passa muito rápido, como um sopro. Por isso, feliz é quem se volta para o seu Criador ainda jovem. Deus estará com ele e ele nunca será derrotado.

O que vai revolucionar a sua vida é uma Palavra que está em 1 João 2,14-17: “Eu vos escrevi, filhinhos: conheceis o Pai. Eu vos escrevi, pais: conheceis aquele que é desde o princípio. Eu vos escrevi, jovens: sois fortes, a Palavra de Deus permanece em vós, e vencestes o Maligno. Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo — a concupiscência humana, a cobiça dos olhos e a ostentação da riqueza — não vem do Pai, mas do mundo. Ora, o mundo passa, e também a sua cobiça; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. A Palavra está nos ensinado e precisamos digeri-la.


E para terminar esse post, quero deixar uma mensagem para você, ou melhor, quero lhe mostrar uma mensagem que o Papa Bento XVI escreveu especialmente para você!

 "Jovem, não tenhais medo de se decidir por Cristo" (Papa Bento XVI).

Fonte: http://www.rccrainhadapaz.com/2012/05/mensagem-aos-jovens-do-papa-joao-paulo.html

2 de agosto de 2012

Ministério de Formação - Conteúdo Formativo

O processo formativo no Ministério de Formação é composto por módulos, visando a melhor aplicabilidade da formação de acordo com a necessidade local. Abaixo exponho, basicamente, a finalidade de cada módulo:


Módulo básico – Hoje é o principal foco de trabalho do Ministério de Formação. É composto pelas seguintes apostilas:

1- Identidade – tem a finalidade de mostrar o que é a RCC, como nasceu, sua história, suas características, como atua, sua imagem, seu embasamento doutrinário e teológico, ou seja, o objetivo é mostrar como o movimento se identifica.

2- Carismas – uma das nossas formas de identidade é a prática dos carismas, para tanto precisamos conhecer profundamente como funciona na teoria e na prática. Percebemos, ainda, muitas dúvidas na prática dos carismas e esta apostila, vem contribuir para sanar estas dúvidas.

3- Grupo de Oração – sem dúvida esta apostila mostra a essência do movimento, o Grupo de Oração (GO). Ali podemos ver como funciona um GO, antes, durante e depois da reunião de oração propriamente dita. A apostila nos mostra como organizar, dirigir e preparar um GO. O perfil dos servos. Como deve ser sua atuação. Como funciona o núcleo e como devem atuar os ministérios no GO. A apostila mostra com riqueza de detalhes toda a prática do GO deixando-nos cientes de que quem conduz é o Espírito Santo e que precisamos usar a técnica com unção e que sejamos dóceis ao Espírito Santo. Ainda temos muitos irmãos que não conhecem o funcionamento de um GO ou imaginam estar fazendo certo.

24 de janeiro de 2012

Santa Missa, descrita por Pe Pio


“Padre Pio era o modelo de cada padre… Não se podia ir “à sua Missa”, sem que nos tornássemos, quase sem perceber, “participantes” desse drama que se vivia a cada manhã sobre o altar. Crucificado com o Crucificado, o Padre revivia a paixão de Jesus com grande dor, da qual fui testemunha privilegiada, pois lhe ajudava, na missa.
Ele nos ensinava que nossa Salvação só se poderia obter se, em primeiro lugar, a cruz fosse plantada na nossa vida. Dizia: “Creio que a Santíssima Eucaristia é o grande meio para aspirar à Santa Perfeição, mas é preciso recebê-La com o desejo e o engajamento de arrancar, do próprio coração, tudo o que desagrada Àquele que queremos ter em nós”.(27 de julho 1917).
Pouco depois da minha ordenação sacerdotal, explicou-me ele que, durante a celebração da Eucaristia, era preciso colocar em paralelo a cronologia da Missa e a da Paixão. Trata-se, antes de tudo, de compreender e de realizar que o Padre no altar É Jesus Cristo. Desde então, Jesus, em seu Padre, revive indefinidamente a mesma Paixão.
Do sinal da cruz inicial até o Ofertório, é preciso ir encontrar Jesus no Getsemani, é preciso seguir Jesus na Sua agonia, sofrendo diante deste “mar de lama” do pecado. È preciso unir-se a Jesus em sua dor de ver que a Palavra do Pai, que Ele veio nos trazer, não é recebida pelos homens, nem bem, nem mal. E, a partir desta visão, é preciso escutar as leituras da Missa como sendo dirigidas a nós, pessoalmente.
O Ofertório: É a prisão, chegou a hora…
O Prefácio: É o canto de louvor e de agradecimento que Jesus dirige ao Pai, e que Lhe permitiu, enfim, chegar a esta “Hora”.
Desde o início da oração Eucarística até a Consagração : Nós nos unimos (rapidamente!…) a Jesus em Seu aprisionamento, em Sua atroz flagelação, na Sua coroação de espinhos e Seu caminhar com a cruz nas costas, pelas ruelas de Jerusalém e, no “Memento”, olhando todos os presentes e aqueles pelos quais rezamos especialmente.
A Consagração nos dá o Corpo entregue agora, o Sangue derramado agora. Misticamente, é a própria crucifixão do Senhor. E é por isso que Padre Pio sofria atrozmente neste momento da Missa.
Nós nos uníamos em seguida a Jesus na cruz, oferecendo ao Pai, desde esse instante, o Sacrifício Redentor. Este é o sentido da oração litúrgica que segue imediatamente à consagração.
“Por Cristo com Cristo e em Cristo” corresponde ao grito de Jesus: “Pai, nas Tuas Mãos entrego o Meu Espírito!” Desde então, o sacrifício é consumado pelo Cristo e aceito pelo Pai. Daqui por diante, os homens não mais estão separados de Deus e se encontram de novo unidos. É a razão pela qual, nesse instante, recita-se a oração de todos os filhos: “Pai Nosso…”.
A fração da hóstia indica a Morte de Jesus…
A Intinção, instante em que o Padre, tendo partido a hóstia (símbolo da morte…), deixa cair uma parcela do Corpo de Cristo no cálice do Precioso Sangue, marca o momento da Ressurreição, pois o Corpo e o Sangue estão de novo reunidos e é ao Cristo Vivo que vamos comungar. A Benção do Padre marca os fiéis com a cruz, ao mesmo tempo como um extraordinário distintivo e como um escudo protetor contra os assaltos do Maligno…
Depois de ter escutado uma tal explicação dos lábios do próprio Padre e sabendo bem que ele vivia dolorosamente tudo aquilo, compreende-se que me tenha pedido segui-lo neste caminho… o que eu fazia cada dia… E com que alegria!

12 de janeiro de 2012

#Unção dos Enfermos



A Unção dos Enfermos concede consolação, paz e força, e une profundamente a Cristo, o doente que se encontra em situação precária e em sofrimento. Em alguns a Unção concede a cura corporal, mas, a todos, ela concede o perdão dos pecados.

Muitos doentes tem medo deste Sacramento, e adiam para o fim da vida, pensando ser uma espécie de “sentença de morte”. O contrário é que está certo, pois esta Unção é um “Seguro de vida”. Cabe aos cristãos orientar os doentes e tirar este medo. [245]

9 de janeiro de 2012

#Maria


Maria é a mãe de Deus. Na terra, ela esteve ligada a Jesus como ninguém – Uma proximidade que não cessa no Céu. Maria é a Rainha do Céu e está realmente, no seu ser materno, muito próxima de nós.
Porque se entregou de corpo e alma e com enorme risco a uma missão tão perigosa quanto divina, Maria foi também e corpo e alma acolhida no céu.
Desde o início da Igreja tem-se dito a experiência de que Maria ajuda. Milhões de cristãos dão testemunho disso.
Enquanto mãe de Jesus, Maria também é nossa mãe; e as boas mães responsabilizam-se sempre pelos filhos. Esta mãe não foge a regra. Já na Terra, ela mobilizou-se junto a Jesus pelos outros, como foi o caso das bodas de Caná, em que ela salvou o casal de noivos de uma situação complicada. Na sala do dia de Pentecostes, ela orava com os discípulos. Porque o seu amor por nós não acaba, podemos estar certos de que ela se comprometeu por nós nos dois momentos mais importantes da nossa vida: “Agora e na hora de nossa morte.” [147 e 148]

8 de janeiro de 2012

#Igreja


O princípio da democracia consiste em que todo o poder vai além do povo. Na Igreja, todo o poder vem de Cristo, pelo que ela tem um perfil hierárquico; simultaneamente, Cristo deu-lhe uma estrutura colegial.

O princípio hierárquico da Igreja consiste no próprio Cristo, que nela age quando os ministros ordenados fazem ou concedem algo que por si mesmos não fariam ou concederiam, isto é, quando, no lugar de Cristo, eles celebram os Sacramentos e ensinam com plenipotência. O princípio “colegial” da Igreja consiste em que Cristo confiou a totalidade da fé a uma comunhão de doze Apóstolos, cujos sucessores conduzem a Igreja sob a presidência do ministério petrino; na base desta dimensão colegial são imprescindíveis os concílios da Igreja. A multiplicidade dos dons espirituais e a universalidade da Igreja tornam-se também fecundas noutras instituições da Igreja, com os sínodos e os conselhos. [140]

7 de janeiro de 2012

#EspíritoSanto




O Espírito Santo vem sobre Jesus na forma de pomba. Os primeiros cristãos experienciam o Espírito Santo co uma unção curadora, uma água viva, uma tempestade ruidosa ou um fogo ardente.

O próprio Jesus designa-O por advogado, consolador, mestre e Espírito da Verdade. O Espírito Santo é dado nos sacramentos da Igreja, mediante a imposição das mãos e a unção com azeite.

A paz que Deus fez com a humanidade, depois do dilúvio, foi anunciada a Noé por uma pomba. A antiguidade pagã também a conheceu como metáfora do amor.

Por tal razão, os primeiros cristãos compreenderam imediatamente por que motivo o Espírito Santo, o amor de Deus feito pessoa, sobreveio a Jesus como uma pomba, quando Ele Se deixou batizar no Jordão.

Hoje, a pomba é o sinal da paz mundialmente reconhecido e um dos maiores símbolos da reconciliação do ser humano com Deus.[115]

6 de janeiro de 2012

#ComunhãoDosSantos

Pertencem à “comunhão dos santos” todas as pessoas que colocaram a sua esperança em Cristo e Lhe pertencem pelo Batismo, tenham elas já morrido ou vivam ainda. Porque somos um “corpo” em Cristo, vivemos uma comunhão que abraça o Céu e a Terra.

A Igreja é maior e mais viva do que pensamos.

A ela pertencem conhecidos e desconhecidos, grandes santos e pessoas modestas, os vivos e os mortos, encontrem-se estes ainda em processo de purificação ou estejam já na glória de Deus. Podemos ajudar-nos mutualmente para além da morte. Podemos pedir ajuda aos santos que mais nos dizem ou têm o nosso nome, e inclusivamente aos nossos familiares falecidos que cremos estarem já em Deus. Inversamente, podemos ajudar os nossos falecidos ainda em processo de purificação, mediante a nossa oração de súplica.

Tudo o que uma pessoa faz ou sofre em Cristo e por Cristo torna-se proveitoso para todos; infelizmente, isso também significa, contrariamente, que cada pecado danifica a comunhão.[146]

5 de janeiro de 2012

#Jesus




Em Jesus, Deus tornou-Se verdadeiramente um de nós e, portanto, nosso irmão. Todavia, Ele não deixou de ser Deus nem nosso Senhor. O Concílio de Calcedônia ensinou, no ano de 451, que a divindade e a humanidade estão unidas – “não separadas nem misturadas” – na única pessoa de Jesus Cristo.

A Igreja precisou de muito tempo e esforço para conseguir expressar a relação entre a divindade e a humanidade de Jesus Cristo. Divindade e humanidade não são rivais, de modo a que Jesus só parcialmente fosse Deus e só parcialmente fosse homem; as dimensões divina e humana também não estão misturadas.

Deus, em Jesus, não tomou só aparentemente um corpo humano (docetismo); Ele tornou-Se realmente homem. Além disso, a pessoa divina e humana não corresponde a duas pessoas distintas (nestorianismo). Finalmente, a natureza humana não foi totalmente absorvida pela natureza divina (monofisitismo). Contra todos estes erros, a Igreja sustentou a fé de que Jesus Cristo é, conjuntamente, verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. A famosa expressão “nem separadas, nem misturadas” (Concílio de Calcedônia) não procura explicar o que é superior à compreensão humana, mas determinar os pontos angulares da fé; ela aponta a direção em que pode ser procurado o mistério da pessoa de Jesus Cristo.[77]

4 de janeiro de 2012

#OraçãoEmLinguas

"... falarão novas línguas" 

Conversaremos hoje, em especial, sobre o dom das línguas. Temos recebido muitos pedidos para falarmos sobre este dom tão comum, mas tão incompreendido, passando, por vezes, a ser uma coisa estranha a nós. 

O Catecismo Jovem, YOUCAT, nos fala como nota explicativa dos Carismas do Espírito Santo

"São os dons gratuitos do Espírito Santo, tal como são descritos, por exemplo em 1Cor 12, 8-10: a sabedoria, o conhecimento, a força, a fé, o dom da cura, o poder de exercer milagres, a profecia, o dom das línguas e o dom de interpretar, etc.; aqui estão incluídos os "sete dons" do Espírito  Santo. São, portanto, dons especiais para a direção, a administração, o amor ao próximo e ao anúncio da fé." [117]
Todo o dom precisa, de algum modo, nos conduzir a Deus, para que a partir da experiência com Ele, possamos utilizar os dons que recebemos gratuitamente, a favor do Reino de Deus e de sua vontade.

O Dom das línguas ou glossologia é expressado, no que conhecemos, em uma oração, que chamamos Oração em Línguas. Tal língua desconhecida, nunca estudada e nunca ouvida. Quem 
profere, emprega sons dos quais não compreende o sentido, sente-se envolvido por um misterioso sentimento de alegria e paz.

A oração em línguas integra sempre a oração comunitária, onde brota com naturalidade e se traduz numa força poderosa. Faz também parte da oração pessoal, quando as palavras nos faltam, a fraqueza nos invade e se apodera de nós uma sensação de desânimo, impedindo a nossa concentração. Rezar em línguas abre o caminho para uma oração mais profunda, para um contato mais imediato com Deus.

São Paulo diz: "Rezarei com o Espírito, mas rezarei também com a inteligência, cantarei com o Espírito, mas cantarei também com a inteligência" (1 Cor 14,15s). Santo Agostinho chama ao cântico em línguas o cântico no júbilo e explica que o júbilo é uma alegria que não pode expressar por palavras o que se canta com o coração.

A voz humana expressa o que é concebido interiormente e não pode ser explicado por palavras. "A voz da alma extravasa felicidade expressando o que sente sem refletir em nenhuma significação especial. Para manifestar esta alegria o homem não usa palavras que podem ser pronunciadas ou entendidas, mas simplesmente deixa que a sua alegria irrompa sem palavras".

A oração em línguas é apropriada em qualquer circunstância, porque sabemos que é o Espírito que inspira as intenções e as palavras. Como oração de louvor é o meio mais fácil para glorificar a Jesus e ao Pai. Como oração de súplica e intercessão e combate às tentações, é forte e poderosa porque as palavras chegam a Deus mediante o poder do Espírito.

#Comunhão


No Tempo do Advento aumentamos a nossa fé, a nossa esperança e a nossa caridade. A fé ilumina os nossos caminhos para que não caíamos nas trilhas fáceis deste mundo, mas persistamos no caminho, por vezes, árido e sofrido do seguimento do Salvador. Caminho que ele disse ser ele mesmo e não outro. A esperança nos fortalece e anima, não nos deixa desfalecer mediante as dificuldades e tristezas que encontramos no seguimento de Cristo. A Caridade deve invadir-nos, revelando-nos o quanto somos AMADOS por DEUS e o quanto precisamos retribuir, este amor que recebemos, aos nossos irmãos.

Para tanto, " Deus quer a igreja, porque nos quer salvar não individualmente, mas em comunhão." [122] Não podemos mais ficar pensando que rezando sozinhos, vivendo o nosso mundinho espiritual, sem entrarmos em comunhão, estaremos realizando a vontade de Deus. Ele nos quer unidos, em comunhão com Ele e com os que Ele AMA. Neste sentido "a Celebração da Eucaristia é o cerne da comunhão cristã. Nela a Igreja torna-se Igreja." [211] Ao comungarmos o Corpo de Cristo entramos em comunhão com Ele e com os nossos irmãos, e como fez Madre Tereza, podemos também realizar. Ela ao se encaminhar para a missa encontrou um pobre mendigo e disse: Eis o meu altar! 

O Catecismo afirma: "o cristão nunca pode ser individualista, porque o ser humano, está por natureza orientado para a comunhão." [321] Desde o nosso surgimento, enquanto humanidade, somos seres de comunhão, que se relacionam com a natureza, com a nossa espécie e com a demais e, sobretudo, se relaciona com Deus. Não há como pensar uma pessoa sozinha no mundo, cabe-nos melhor as palavras de São João da Cruz: "Se não tens medo de cair sozinho, como tens a pretensão de te levantares sozinho? Repara: dois podem mais que um só." [pg. 180]

Por estes dias, muitos são os momentos em que temos a oportunidade de vivermos e de entramos em comunhão com os nossos irmãos e com Deus, que irá surgir no meio de nós na forma de homem, "o Verbo Divino se fez Carne" (Jo 1, 14); Busquemos neste dias nos unirmos em #Comunhão com os nossos irmãos e familiares, pois, deste modo, participaremos, verdadeiramente, do AMOR de Deus. 

"O próprio Deus em sua profundidade, é comunhão. No âmbito humano, a família é o protótipo da comunhão. A família é uma singular escola de vida carregada de significado... uma Igreja doméstica, cuja força e irradiação convida outros à comunhão da fé, do amor e da esperança."[368]

2 de janeiro de 2012

#LugaresSagrados


Os lugares centrais de uma casa de Deus são o altar com a cruz, o sacrário, a cadeira do presidente, o ambão, a pia batismal e o confessionário.

O altar é o ponto central da igreja; sobre ele torna-se presente, na celebração eucarística, a imolação da cruz e a ressurreição de Jesus Cristo; é também a mesa a que está convidado o povo de Deus. O sacrário, uma espécie de tesouro sagrado, num local o mais possível digno e destacado da Igreja, hospeda o Pão Eucarístico, em que o próprio senhor está presente; a chamada luz permanente mostra que o sacrário esta “habitado”; se esta apagada, o sacrário esta vazio. A cadeira do bispo ou do presbítero, em lugar de destaque, deve dizer que, no fundo, é Cristo que conduz a comunidade. O ambão, a estante de leitura da Palavra de Deus, deve permitir reconhecer o valor e a dignidade das leituras bíblicas, que contém a Palavre do Deus vivo. Na pia batismal celebra-se o batismo e as pias de água benta refrescam-nos a memória das nossas promessas batismais.

O confessionário (ou outro espaço reservado à penitência sacramental) existe para confessar a culpa e receber o perdão.

21 de dezembro de 2011

A viagem da vida


Li o artigo “A beleza de viver o hoje” e fiquei pensando, refletindo como a vida é passageira e como nós, seres humanos, muitas vezes não vivemos, mas passamos pela vida. Na correria do dia a dia não percebemos nossa condição de seres limitados; nossos afazeres, por vezes, não nos possibilitam esta reflexão. Planejamos,trabalhamos, estudamos, dedicamo-nos diariamente a inúmeras coisas, mas deixamos de ter em mente algo que pode mudar nossas atitudes, comportamentos e decisões; esquecemos que o presente (que se chama hoje) é para ser vivido da melhor maneira possível, amando, compartilhando, ajudando, pois poderemos não ter o amanhã, ou pior, não termos no amanhã as pessoas que mais amamos.
Gostaria de compartilhar um momento vivido que me fez refletir sobre o que agora escrevo. Fui a uma Missa que celebrava o trigésimo dia de falecimento de uma pessoa amiga da minha família. Ao término da celebração, algumas pessoas fizeram homenagens a ela. Em uma dessas homenagens foi lida uma mensagem em que se comparava a vida a uma viagem de trem. Fique extremamente tocada com a mensagem, pois, de maneira simples e ao mesmo tempo profunda, refletia-se sobre a vida.
Realmente nossa vida é como uma viagem de trem com embarques e desembarques. Mas nós é que escolhemos em que vagão viajaremos e como faremos a viagem. Fiquei pensando em como é passageira esta viagem [a vida] e, por vezes, somos surpreendidos com o desembarque de alguém que tanto amamos. Mas o trem volta a trilhar o caminho, e, mesmo depois do desembarque, temos que seguir, pois a viagem continua e não sabemos em que estação vamos desembarcar.
“Nossa vida é como uma viagem de trem com embarques e desembarques”
A mensagem me tocou, pois no corre-corre da vida, de agendas lotadas, compromissos aos milhares, deixamos de perceber a importância do dia de hoje. Devemos arranjar um tempo para vivermos as coisas simples da vida que nos fazem felizes, para estarmos ao lado das pessoas que nos amam e que amamos. Precisamos viver a vida amando, perdoando, fazendo o bem, de bom humor, sem nos deixar abater por coisas que não merecem importância. Tirando das críticas e dificuldades força para seguir em frente. Tirando dos obstáculos e sofrimentos ensinamentos que nos fazem amadurecer e seguir mais fortes. E sem nos esquecer de que nessa viagem, Deus está ao nosso lado e nunca nos abandonará.

20 de dezembro de 2011

Corações restaurados


Há momentos em nossa vida que os sonhos e ideais se despedaçam; tudo parece sem sentido e, no labirinto de nossos problemas, não conseguimos achar solução. Com certeza já tivemos, em algum momento, este sentimento: “Não vou conseguir me reerguer. Tudo está perdido!”. Em meio à desilusão, nossas manhãs são sempre sombrias. O sol de um novo dia se esconde atrás de nossas frustrações e decepções. Nossas noites não são mais estreladas e o inverno que chega parece não mais querer partir.
Somos tão frágeis como um vaso de barro; quebramos com facilidade. Um olhar de indiferença, uma ajuda negada ou uma expectativa não realizada pode partir nossa alma em mil caquinhos. Mas nossa fragilidade humana nos põe diante d’Aquele que nos renova e restaura.
O que é restaurar? É consertar, recuperar, deixar em bom estado. Com o tempo, muitos objetos vão perdendo suas cores naturais; o processo de restauração de algum objeto ou imagem é algo de extrema delicadeza. Conheço uma imagem de um santo que sofreu inúmeras pinturas por pessoas que desconheciam o valor histórico dessa imagem. Com certeza, a pintura original desta era bem diferente das tintas que foram usadas nela ao longo dos anos. Cada pessoa deve ter pintado a imagem a seu gosto.
“Jesus é o grande restaurador de corações” Pe. Flávio
Com o ser humano acontece o mesmo processo. Ao longo do tempo, vamos pintando nossa alma de inúmeras cores, desejos e sonhos. Chega um determinado momento na vida do ser humano que ele já não se reconhece mais, não sabe mais qual era sua identidade original, pois assumiu identidades que não eram suas. Coloriu sonhos com cores que não dariam uma tonalidade de esperança.
Muitas vezes, acostumamo-nos com os cacos de uma existência sem sentido, procuramos restauradores desqualificados e entregamos nosso coração a projetos de restauração enganosos.
Jesus é o grande restaurador de corações. Ele devolveu a dignidade humana aos excluídos de seu tempo. Prostitutas, ladrões e leprosos tiveram suas vidas restauradas pelo Senhor. Os cacos de uma vida sem dignidade foram juntados, e uma vida nova nasceu. O que antes era apenas uma vida de lágrimas e dores, passou a ser uma linda manhã de novas esperanças.
Os cacos de nossa vida podem se tornar a mais bela obra de arte da história. O mestre da restauração nos espera com um sorriso de alegria e paz. O olhar de Deus é sempre de esperança e de acolhida. O nosso projeto original é de vida em plenitude. As pinturas do engano e os cacos de um passado sem sentido esperam a restauração de um novo tempo.

18 de dezembro de 2011

O grande desafio da juventude


Ser jovem nos dias de hoje é um grande desafio, principalmente quando temos de lidar com tantas decisões difíceis e também com nosso próprio amadurecimento, mas sem se perder dos sonhos e da personalidade.
O que mais tem sido arrancado do jovem é a sua capacidade de sonhar, ter sua própria opinião e estilo. Se hoje a atriz da novela usou um penteado diferente, amanhã muitas são as jovens que a imitam; se o cantor usa um penteado para o lado tampando os olhos, muitos são os que usam também. Suas personalidades não são mais formadas, são ditadas pela moda e pela mídia.
A grande pergunta é: “Jovem, onde estão os seus sonhos, o seu estilo e a sua maneira de pensar e agir?” Como não perguntar: “Será que você é feliz seguindo um caminho predeterminado?”.
Ser jovem é se descobrir, é buscar uma direção a seguir, amadurecer com liberdade e seguir os sonhos com coragem e liberdade. Se no seu coração há sonhos abafados ou esquecidos, é momento de reacender a chama, de lutar por eles. A sua vontade de ser feliz precisa ser maior do que o seu medo de não ser aceito por ser diferente. Você precisa se libertar para ser feliz. O meio mais eficaz é lançar-se nos braços de Deus, pois Ele é o único capaz de libertá-lo e conduzi-lo rumo aos seus sonhos e à paz que você tanto espera encontrar.
Imagine uma pessoa que tem o sonho de pular de paraquedas. Ela pensa, planeja, olha para o céu, mas descobre que aquilo não vai agradar aos seus “amigos” ou ” está fora de moda”. Então, para agradar e não ser criticada, abafa seu sonho e não tira os pés do chão, assim como uma águia que sonha alçar vôo, mas prefere ciscar o chão como uma galinha.
Quando um sonho é perdido, nasce uma alma infeliz que disfarça um sorriso para esconder sua frustração de não ser livre e, assim, ser aceita por aqueles que a rodeiam, mas que não a ama de verdade. O verdadeiro amigo pula com você ao invés de lhe prender ao chão. Liberte-se e seja feliz!
“Existe uma força mais poderosa do que a energia atômica: a vontade!” (Albert Ainstein)

29 de novembro de 2011

Terapia do abraço

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"Estamos nos condicionando a ter o mínimo de contato com o ser humano"
Vivemos em tempos de medo! Muito do que empreendemos tem por conta o zelo pela nossa segurança. Os homens querem cercar-se de garantias para estar a salvo: da vida afetiva, profissional e econômica à integridade física.


É tanta cautela, que todos esses procedimentos tomados têm cada vez mais afastado as pessoas e formado um ser humano desequilibrado e frio. São grades que engaiolam crianças, blindagens contra a liberdade, ensinamentos que não transmitimos por medo de perder o cargo, mãos que não selam acordos. Estamos nos condicionando a ter o mínimo de contato com o ser humano.

Somos seres dotados de afetividade. Afetividade é o que afeta, interfere no íntimo da pessoa. O gênero humano tem por aspiração o ser comunitário. Precisamos viver juntos, necessitamos uns dos outros.

Sentimentos e afetos são parte do todo do ser humano. São faculdades que proporcionam cor e intensidade a cada momento e circunstância da nossa vida e trazem significado em nosso interior sobre pessoas e acontecimentos. Juntamente com o lado racional, as emoções também são alicerces para tomadas de decisão.

Daí, a importância de cultivarmos boas emoções, estarmos sadios afetivamente. E isso acontece por meio do relacionamento, das conversas, da procura da concórdia, dos gestos que demonstram carinho e consideração. Contudo, depois daquele agradável encontro ou ao ser gerada uma boa impressão a respeito de alguém, quando entendemos que amamos e somos amados, o que vem a ser o penhor e coroar todo tipo de relacionamento são as diversas formas de contato, como o toque, o aperto de mãos, o abraço, o beijo, o afago, entre outros. Gestos muito importantes na construção de nossa afetividade, que geram homens e mulheres sadios emocionalmente, pois ao sentirmos o amor pelo calor humano conectamos a impressão psicológica e espiritual ao que experimentamos fisicamente.

Então a partir daí todo gesto de amor que recebemos pode ser sentido pelas três instâncias do ser: Física, Psiquica e Espiritual.
Um exemplo é quando um indivíduo sabe que sua família o ama pelas palavras proferidas ou pelo sustento que lhe garantido, mas se não há o carinho físico, fica faltando uma dimensão.

O amor manifestado para o todo (três dimensões) do ser humano gera segurança e autoconfiança. Sentir a mão de quem amamos nos passa a sensação concreta de porto seguro. Dá uma percepção palpável do amor que antes intuímos pelo lado racional e na alma.

Jesus tocava os doentes e abraçava as crianças e, um dia, disse ao fariseu que O convidou para jantar: “Não me deste o ósculo (beijo); mas esta, desde que entrou, não cessou de beijar-me os pés” (Lc 7, 45). Em referência àquela pecadora que, em seu gesto, demonstrou um amor no qual o anfitrião não o manifestava (cf. Lc 7, 47). Da mesma forma os apóstolos também tocavam nos enfermos e assim ministravam a cura “quando impuserem as mãos sobre os doentes, estes ficarão curados” (cf. Mc 16, 17-18).

Quem sabe hoje não precisemos abraçar alguém que há muito não trazemos para perto do coração e deixemos calar as mágoas passadas num gesto que é imprescindivelmente humano? Talvez até pessoas da nossa família, de dentro de nossa casa que há tempos não sentimos o calor nem o perfume, porque não mais nos aproximamos.

Diminuamos as distâncias e construamos pontes de amor que nos liguem a outras pessoas. Não tenhamos medo de apertar a mão ou envolver com um abraço aquele(a) que não é ainda parte do nosso círculo de amizades. Este gesto pode salvar uma alma. Há muita gente por aí precisando de um abraço, nos hospitais, prisões, asilos ou talvez no trabalho, na escola, alguém que esteja próximo fisicamente de nós. Vidas gritam por isso!

Sandro Ap. Arquejada

21 de novembro de 2011

Conquiste a liberdade


Ser aquilo que se é custa muito caro nos dias de hoje… O homem atual hoje vive sob uma contínua pressão: ele traz sobre si o peso de inúmeras cobranças. Frequentemente, ele acaba sendo condicionado – e até aprisionado – por ideias e valores preestabelecidos pela sociedade que o cerca, a qual lhe impõe constantemente muitas exigências a serem cumpridas.

Em muitas circunstâncias, o ser humano acaba “sufocado” pela perene cobrança dos que com ele convivem, sendo que – muitas vezes – ele só se percebe “aceito” e “amado” quando corresponde às cruéis expectativas dos seus companheiros do cotidiano.

Infelizmente, algumas pessoas só são capazes de expressar qualquer carinho ou afeto àqueles que correspondem em tudo ao seu estereótipo e ideal de vida, sendo que aqueles que fogem um pouquinho ao que elas pensam acabam sendo “elegantemente” descartados.

Mas que tragédia… que hipocrisia imaginar – ainda que inconscientemente – que as pessoas tenham de ser do jeito que achamos e que se elas não se encaixarem em nossos “padrões” não terão o direito de nos acompanhar na vida.

É triste, mas é verdade: quem não deseja viver uma hipocrisia em seus relacionamentos precisará pagar um grande preço, tendo que, muitas vezes, sofrer em virtude do fato de não querer representar para ser aceito.

Ser aquilo que se é nos dias de hoje custa caro…

Creio que é preciso iniciar uma concreta revolução na própria escala de valores e conceitos a ponto de conseguir aceitar e acolher aquilo (aquele (a)) que é diferente e que nem por isso deixa de ser bom.

Sejamos, sim, nós mesmos em tudo, contudo, permitamos também às demais pessoas a liberdade de acontecerem ao nosso lado sem precisarem representar. Aprendamos – com a arte presente na simplicidade – a acolher as pessoas em sua verdade e integralidade. Assim seremos mais livres e promoveremos profundas liberdades, tornando a vida menos pesada e o coração mais propenso a alçar voos mais altos…

Ser feliz não é tão difícil, basta apenas libertar-se da superficialidade e aprender a raciocinar.

Sem medo, desenvolvamos em nós essa bela capacidade de acolher os outros, começando primeiro em nosso coração (acolhendo em verdade aquilo que somos). Assim, sem dúvida alguma, conquistaremos “essa tal liberdade” diante da vida e de cada pessoa que conosco realiza a aventura de existir.

Padre Adriano Zandoná

20 de novembro de 2011

Seguidores e admiradores de Cristo


"Seguir a Cristo é penetrar no caminho do amor"

Qual é a importância dos santos? Eles são nossos intercessores diante do trono de Deus. Mas também e, em primeiro lugar, eles são os grandes modelos para nossa vida. Querem ser nossos guias no caminho para Deus Pai. Agora, de onde os santos tiram a força para viver sua vida de maneira exemplar? Qual é o mistério de sua vida?

O mistério de sua vida chama-se Jesus Cristo. O mistério de sua vida é: seguir a Cristo por todos Seus caminhos. Desde que foram chamados pelo Senhor O seguiram generosa e fielmente, cumprindo sua missão. Muitos, inclusive, foram a países distantes e desconhecidos para anunciar a mensagem de seu Mestre.

Seguir a Cristo é e deve ser o mistério de vida de cada cristão, também de cada um de nós. Porque toda a predicação de Jesus é um convite para segui-Lo, e está dirigida - como sabemos - a cada ser humano. Também nós, em nosso batismo, fomos chamados, pela primeira vez, a imitar Cristo. E desde então, Deus repetiu e renovou esse convite muitas vezes e de muitas maneiras. Também hoje em dia Deus volta a nos chamar de diversas maneiras.

Podemos distinguir duas classes de cristãos: os seguidores e os admiradores de Cristo. O admirador não compromete sua pessoa: admira, olha de fora e não se esforça em ser como o que admira. O seguidor, ao contrário, é ou procura ser o que admira.

Jesus mesmo insiste sempre em que é necessário segui-Lo. Jamais diz que busca admiradores. Deixa bem claro que os Seus devem segui-Lo em sua vida e não só aceitar a doutrina d'Ele. Porque uma fé que não se traduz em vida, não vale nada nem consegue nos proteger da perdição eterna.

Como podemos seguir Jesus? A condição fundamental para a imitação do Senhor é o encontro pessoal com Ele. Para poder e querer segui-Lo temos de conhecê-Lo, olhando Sua vida e escutando Seus ensinamentos. Se não O conhecemos, se não sabemos nada de Sua generosidade, nem de Sua entrega desinteressada, nem de Seu amor desbordante para conosco, nunca vamos ter vontade de segui-Lo verdadeiramente.

Não temos a sorte dos apóstolos de ter nascido em tempos de Jesus. Entretanto existem muitos caminhos, muitos lugares de encontro com Cristo se O buscamos sinceramente. Ali está, por exemplo, na Eucaristia que celebramos juntos. No Evangelho, Jesus fala pessoalmente a cada um de nós. E na comunhão, Ele mesmo nos convida a comer Seu Corpo e tomar Seu Sangue, entrando assim na mais profunda comunhão com Ele.

Seguir Cristo é penetrar no caminho do amor. Mas quem começa a amar, começa a sofrer. E Jesus nunca ocultou que O seguir é duro. Não oferece segurança, mas sim risco. Não nos oferece caminhos de triunfo, mas sim o "fracasso" da cruz, porque quem O segue, aceita também a sorte de Seu Mestre: o sofrimento e a cruz.

Na vida de nossos santos tampouco faltou dor e sofrimento. Aceitaram-nos por amor a Cristo. E seguiram a seu Mestre até a última entrega: coroaram sua vida pelo martírio.

Seguir Cristo inclui sofrimento e cruz, mas também nos enche de uma alegria profunda e uma paz permanente. E no fim do caminho nos espera, em comunhão com todos os santos, a felicidade de Cristo para sempre.


Padre Nicolás Schwizer

Cristo Rei


"Deus eterno e todo-poderoso, que dispusestes restaurar todas as coisas no vosso amado Filho, rei do universo, fazei que todas as criaturas, libertas da escravidão e servindo à vossa majestade, vos glorifiquem eternamente". Assim reza a Igreja na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.

Há um plano de Deus para o mundo, como o projeto de um artista, que quer elaborar sua obra prima. De fato, nada foi feito para ser destruído ou cancelado, mas tudo para a felicidade de todos os seres humanos. É privilégio para todos nós tomar consciência de que a criação de Deus chegou ao seu ponto mais alto quando, na descrição lindamente poética e verdadeira dos primeiros capítulos do Livro do Gênesis, foi no último dia que Deus fez o homem e a mulher à sua imagem e semelhança: inteligência, vontade e capacidade para amar! Imagem e semelhança da Trindade Santa, Deus que, desde toda a eternidade, é Pai e Filho e Espírito Santo.

Em Cristo, Deus nos escolheu, antes da fundação do mundo, para sermos santos e imaculados diante dele, no amor. Ele nos fez conhecer o mistério de sua vontade, segundo o desígnio benevolente que formou desde sempre em Cristo, para realizá-lo na plenitude dos tempos: restaurar tudo em Cristo, tudo o que existe no céu e na terra. (Cf. Ef 1, 1-14). Todas as realidades humanas encontram em Cristo sua realização e seu aperfeiçoamento. A nós, homens e mulheres cristãos, cabe fazer tudo para que toda a criação se encontre em Cristo e nele se realize plenamente. De fato, toda a criação espera ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus (Cf. Rm 8, 19).

Jesus veio para a Galileia, proclamando a Boa Nova de Deus: "Completou-se o tempo, e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede na Boa-Nova" (Cf. Mc 1, 14-15). Cristo é em primeiro lugar rei dos nossos corações e chama a uma mudança de mentalidade, conversão. Seu poder não se equipara aos de qualquer lugar do mundo ou época da história, mas supera todos eles e lhes dá a possibilidade de se transformarem em instrumento de serviço ao bem comum.

Chama-se "Reino de Deus" a paixão de Jesus Cristo, que perpassa o Evangelho, ilumina as parábolas "do Reino", contadas por ele, coloca-o diante dos poderes de seu tempo, com a força para dizer que não é do mundo o "seu" Reino (Jo 18, 36). Não é do mundo, mas atua e transforma o mundo! Este Reino não terá fim, e, já presente aqui e agora, chegará à sua plena manifestação quando Deus for tudo em todos! Para lá caminhamos, este é o nosso sonho, é o projeto que catalisa todos os esforços dos cristãos, para que sejam atuantes na história do mundo.

Optar por Cristo é a decisão mais inteligente que qualquer pessoa possa fazer. Quando existem homens e mulheres renovados no Espírito Santo, estes serão agentes de mudança, suscitando crescimento qualitativo no relacionamento ente as pessoas. Esta escolha abre estrada para a libertação das muitas amarras que escravizam as pessoas. Quem segue Jesus Cristo escolhe valores diferentes daqueles que comumente norteiam as ações de muitas pessoas. A Missa da Solenidade de Cristo Rei no-los descreve: "Reino eterno e universal, reino da verdade e da vida, reino da santidade e da graça, reino da justiça, do amor e da paz".

Tais pessoas servem à majestade de Deus. Ainda que as imagens dos palácios de todos os tempos possam influenciar na compreensão da expressão, trata-se, sim, de prostrar-se diante de Deus e servi-lo. E servir a Deus é reinar e transformar o relacionamento entre as pessoas. É sair do círculo vicioso da incansável luta pelo poder de todos os tempos. Só quando nos inclinamos diante do poder de Deus é que descobrimos a estrada da realização plena da humanidade. A glorificação eterna de Deus é meta e caminho. Sem escolher a Deus como Senhor de nossas vidas, os reinos que disputam dentro e em torno de nós continuarão a ganhar as porções de nossa dignidade e de nossa felicidade.

Dom Alberto Taveira Corrêa

5 de novembro de 2011

Missa: Máxima Expressão da Vocação


A missa não é pura e simplesmente "cerimônia", "rito". Ela, no rito, é muito mais: é pre­sença do Liturgo Cristo. "Fazei isto em memória de mim", pediu Jesus. "Isto" o quê? Este ri­to! Que rito? Esta ceia! Este pão e este vinho! Aí proclamareis a minha presença viva doando-­me como "Pão que alimenta e que dá vida" e como "Vinho que. . . salva e dá coragem". Portanto a Missa é o lugar da presença máxima da vocação do homem realizada em Cristo como doação-serviço-liturgia (= Redenção/Libertação). Conseqüentemente é na Liturgia eu­carística (serviço atual de Cristo ao homem) que a nossa vocação cristã (litúrgica) encontra sua máxima expressão. . . É ali que sempre de novo a liturgia do homem se encontra com a Liturgia de Deus. A vocação do homem se encontra com o chamado salvífico de Deus proclamando ao mundo que a morte foi vencida pela Vida!