Reuniões do Grupo de Oração Nova Jerusalém, todos os Sábados, às 19h.

19 de maio de 2011

A coragem de ser verdadeiro!

Sabe, me esforço muito pra andar na verdade. Às vezes é muito difícil sermos verdadeiros, você já percebeu que em várias situações da nossa vida sentimos medo de falar a verdade, ou a omitimos por puro egoísmo? Até por medo de perder algo ou alguém somos capazes de faltar com a verdade. E com quem amamos, nos relacionamos e convivemos no dia-a-dia, será que somos verdadeiros?

A verdade está dentro de cada um de nós. Ao falar de nossa consciência, Paulo vai dizer na carta aos Romanos que não existe pecado se a nossa consciência não nos acusa de nada. Sabe aquela voz que fala dentro de nós “aí não”, ou “vai lá…”, ou ainda “é… Eu não devia ter feito isso”, e a gente acaba se acusando ou fazendo justamente o contrário? Então, a isto chamamos de voz da consciência. É, ela fala dentro de nós, e mais, costuma nos revelar a nossa verdade.

Dependendo do nosso interesse do momento, nós agimos com a intenção de distorcer ou deformar a verdade, e aí incorremos num grave pecado, o de mentir pra Deus, pra nós mesmos e para os outros. Daí para outros pecados é apenas um pulo, pois vamos fazer de tudo para sustentar aquela inverdade para nós e também para os outros. Até quando permanecer na escuridão da mentira?

Geralmente essas coisas duram o tempo necessário para que o nosso coração se abra à Luz do Espírito. Quando isto de fato acontece, somos convidados a fazer o caminho de volta para o coração misericordioso de Jesus. Vivemos uma contrição, uma certa tristeza por termos ofendido a Deus com a nossa falta. Dessa tristeza precisa brotar o arrependimento sincero por causa de nossos crimes e pecados (ver citacao de Paulo), e aí sim, nos dispormos livremente a fazer uma experiência concreta de reconciliação com o Pai, por meio de Jesus que reconciliou o mundo consigo através da Cruz, por obra e ação do Espírito Santo. Estamos prontos! Na nossa liberdade somos convidados a mergulhar no Sacramento da Confissão, o único tribunal onde quem entra culpado, sempre sai absolvido. Na Confissão nós migramos literalmente da morte para a vida, das trevas para a luz, da perversão para a conversão do coração, que se reencontra com a sua verdade fundamental: Deus me amou primeiro e me ama, apesar de mim mesmo e dos meus pecados.

Só a partir deste encontro com a Misercórdia é que nós somos fortalecidos e encorajados para viver na Verdade. Com quem convivemos, amamos, nos relacionamos, seja superficialmente ou não, podemos então reconstruir ou até mesmo estabelecer a convivencia e o diálogo baseados na verdade, sob a Luz do Espírito Santo de Deus, para que o Amor seja a base de tudo, pois não basta ser verdadeiro, é preciso amar. Sem amor, de nada vale qualquer esforço de sermos verdadeiros. Diz um santo da Igreja que “a verdade, sem caridade, é uma violência”!

E aí, você topa ser um colaborador da Verdade? Creio firmemente que na Força do Amor a gente dá conta!

Fique com Deus,

Marcio Todeschini
Missionário e Músico
Comunidade Canção Nova

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