Reuniões do Grupo de Oração Nova Jerusalém, todos os Sábados, às 19h.

1 de fevereiro de 2011

A visão de um Santo


A Igreja chama o dia de nossa morte de dia do nascimento, “dies natalis”; contemplar este dia, é contemplar nosso destino. Enquanto ao nosso redor a natureza se desnuda e caem as folhas, somos convidados a olhar para o alto; e nos recordar que não estamos destinados a ficar na terra para sempre, como as folhas.

QUEM SÃO OS SANTOS
Os santos são aqueles que tiveram fome e sede de justiça, como na passagem das bem-aventuranças que diz que “bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados”. Não se resignaram à mediocridade, não se contentaram com meias palavras.

Os santos. São os que lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro. A santidade se recebe de Cristo; não é uma produção própria. No Antigo Testamento, ser santos queria dizer estar separados de tudo o que é impuro; na acepção cristã, quer dizer o contrário, ou seja, estar unidos, mas a Cristo.

OS SANTOS DESCONHECIDOS
Os santos, isto é, os salvos, não são só os que o calendário ou o santoral enumeram. Existem os santos desconhecidos: que arriscaram suas vidas pelos irmãos, os mártires da justiça e da liberdade, ou do dever, os santos leigos, como alguém os chamou. Sem saber, também suas vestes foram lavadas no sangue do Cordeiro, se viveram segundo a consciência e lhes importou o bem dos irmãos.

O QUE OS SANTOS FAZEM NO PARAÍSO
E o que os santos fazem no paraíso? Os salvos adoram, deixam suas coroas ante o trono, exclamando: Louvor, honra, bênção, ação de graças... Realiza-se neles a verdadeira vocação humana, que é a de ser “louvor da glória de Deus” (Ef 1, 14). Seu coro é guiado por Maria, que no céu continua seu canto de louvor: “Minha alma proclama a grandeza do Senhor”. É neste louvor que os santos encontram sua bem-aventurança e seu gozo: “Meu espírito se alegra em Deus”.

O homem é aquilo que ama e aquilo que admira. Amando e louvando a Deus, ele se une Deus, participa de sua glória e de sua própria felicidade.

UMA MÍNIMA EXPERIÊNCIA COM O CÉU
Um dia, um santo, São Simeão, o Novo Teólogo, teve uma experiência mística de Deus tão forte que exclamou para si: “Se o paraíso não for mais que isso, já me basta!”. Mas a voz de Cristo lhe disse: “És bem mesquinho se te contentas com isso. O gozo que experimentaste em comparação com o do paraíso é como um céu pintado no papel com relação ao verdadeiro céu”. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário